domingo, 2 de setembro de 2012

SE EU ME CHAMASSE RAIMUNDO





E ele subiu, subiu, subiu. Subiu até lá em cima donde as nuvens vêm alisar os cabelos. E lá em cima, ele tirou do bolso todo o dinheiro e tudo que ele podia comprar (sentiu vontade de ficar leve, bem leve) e ficou lá, pasmado, feito coisa que via assombração. Assombração que nada: ele viu foi a circunferência do mundo! Ficou lá parado, com o coração em desatino, em explosão. Olhou, olhou, olhou tudo bem olhado. Olhou a curvinha da terra lá longe, no horizonte, e sentiu uma vontade muito grande de contar pra alguém que era verdade, que o mundo era bem redondo mesmo.



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