Eu moro na palavra. Onde se gestam minhas flores e vivem todas as minhas mulheres.
domingo, 2 de setembro de 2012
SEM TÍTULO
paixões:
Eu nunca. Em nenhum momento achei pudesse saber o rumo que minha vida deveria tomar. Em nenhum momento fiz demais planos, desejei longínquos futuros, fiz de caminhos seguros.
Em nenhum momento hesitei presentes, reclamei passados, enxerguei à frente. Eu nunca quis ser, eu sempre fui. E ser já é uma força por demais doída (doida) à compreensão.
E ser já é suficientemente raro e dificil pra fazer desejar ainda saber o vir-a-ser. E justo de tanto ser, eu não sei calcular futuros.
Mas. Impelida a futuros sou, porque isso também é. E na cobrança dos que vivem no tempo, sobre ele sou frequentemente obrigada a dizer. Então digo, à exigência destas respostas: hoje serei. demasiadamente triste e incolor. apenas o esforço em tornar-me algo do que no futuro deverei ser.
Hoje estou sem vida e sem graça. Hoje estou. não estou. Nada. nada Assim é possível? vir-a-ser? E eu me esgoto, derramo, me dramo
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Sempre me senti cobrada por não conseguir ver à frente. Mas quem consegue? Sempre fui o que pude ser no presente, e isso em si já é trabalhoso demais...
ResponderExcluirPerfeito, como tudo que você escreve. Sou sua fã rsrs
Difícil e doloroso!
ResponderExcluirObrigada, Lu! Beijão.