Quando vejo em viagem na estrada as árvores ao longe, na cumeeira das montanhas e morros, a coroa bonita desenhando um horizonte
de curvas e vai-e-vens e rendas e reentrâncias, e deixando passar a luz do
sol por de trás de seus troncos, paredão falho e generoso
Eu tenho vontade de
mandar beijos pra elas.
Quando eu vejo árvores
de todos os tipos, no meio de largo descampado, na beira da estrada, dançando
ao vento, caducas, tristes com folhagens chorosas e caídas, ou de verde
vigorosa copa e ramagens espertas, quando eu as vejo, as altas, as baixas,
as redondas, as magras, todas elas
Eu tenho vontade de
mandar beijos pra elas.
Eu sei que,
as árvores todas, o
gramado verdinho, os arbustos pequenos e gorduchos, os passarinhos, o gado no
pasto, as flores rosas, lilases, amarelas, as desbotadas, as murchas em breve
fruto, forjando sementes, aquele riacho comprido, tímido, manso, fininho, ou o outro
enorme, ávido e caudaloso.
Tudo.
Tudo.
Todos eles.
Também mereciam
beijinhos.
♥
♥

Eu também sinto isso... Que lindo esse contopoema
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