Como
quando a gente dançava juntos
a vida toda.
Às
vezes nus.
Às vezes bêbados.
Encantados.
Eu despida de fada,
em noites inteiras
em que via você me olhar.
Com olhos de um nunca abandono.
Eu queria
ser muito branca,
muito linda,
muito despida.
Queria
ser linda, amada, deitada.
Quando
foi que seus olhos pararam de me olhar?
Como
faço?
Me explica.
Como fico bonita?
Se
eu me pintar?
Colorida
e alegre
Você volta a se apaixonar?
E
se eu me adornar de novo.
Você
me ama?
como uma coisa pequena, pequenininha?
como uma coisa pequena, pequenininha?
Singular.
Linda
de se guardar.
E
se eu dançar?
E se eu cantar na madrugada?
E
se eu ficar bêbada
e a gente se amar?
Você
vai me encantar de novo?
Diz, como é que faço pra me enfeitar?
Me diz
que cores usar.
Diz.
Diz.
Diz.
Diz onde eu fui parar.
Se
não estou mais nas sextas-feiras onde aguardo você.
Nas
noites sonoras e mágicas onde te encontrava
apaixonada.
Onde
estou?
E
se eu me pintar, você me vê?
Se
eu arrumar os cabelos, se colocar vestido, colar.
E
se eu sorrir?
Você
vai me olhar?
Se
você me levar a algum bar, me tirar pra dançar.
Você
volta a me olhar?
Se
eu pintar minha boca, minha vida.
Você
vai me olhar?
E se
me olhar e meus olhos ainda olharem você?
Você
volta a se apaixonar?
E
se eu te pedir
Você
olha pra mim?
Você
fica feliz?

Que lindo, Ana <3
ResponderExcluirObrigada, Lu. Foi um grande amor, muito lindo também, que me fez gestar esse escrito. :)
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