Apaixona-me o modo como te encaro
A ti e ao que é tão teu
Vejo o riso de tua angústia calada
E nele vejo também o meu
Guarda, amor, guarda estes versos
De tão singela e amadora poesia
Pois é cantando o momento de outrora
Que me desprende a incoerente alegria
Querendo, de tão belo, eternizá-lo
A imagem do ser tão amado
Diante da qual tantas vezes sorriu o meu
Recorro a meu querido amigo Machado[1]
“Como te não amaria eu?”
Porém, fixa bem em teus olhos
Estas minhas doces palavras
Porque te falo nesta hora
E com tristeza em demasia
O homem que me possuiu um dia
Com tão grande contento e alegria
É o que vai te restar agora
Nesta tua vida de mim tão vazia
A ti e ao que é tão teu
Vejo o riso de tua angústia calada
E nele vejo também o meu
Guarda, amor, guarda estes versos
De tão singela e amadora poesia
Pois é cantando o momento de outrora
Que me desprende a incoerente alegria
Querendo, de tão belo, eternizá-lo
A imagem do ser tão amado
Diante da qual tantas vezes sorriu o meu
Recorro a meu querido amigo Machado[1]
“Como te não amaria eu?”
Porém, fixa bem em teus olhos
Estas minhas doces palavras
Porque te falo nesta hora
E com tristeza em demasia
O homem que me possuiu um dia
Com tão grande contento e alegria
É o que vai te restar agora
Nesta tua vida de mim tão vazia
[1] Machado
de Assis em carta à Carolina Novais
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=50084&cat=Artigos&vinda=S
Imagem: Jan Saudek, "Adoration" - 1988
Imagem: Jan Saudek, "Adoration" - 1988

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