A miserável não tinha nome. Acordei.
Não tinha nome, nem telefone, nem uma cara, um rosto, a miserável tinha. Porque eu estava bêbada, completamente bêbada. Mas a miserável saiu de manhã cedo, antes d'eu acordar, largou todo seu cheiro na minha roupa de cama. Porra, que dor de cabeça, caramba.
Também fez o café da manhã e preparou a mesa. Num bilhete de guardanapo, com lápis de olho, me escreveu meia dúzia de delicadezas, amei tudo nos esbarramos e uma poesia do Rilke
um beijo,
Luiza.
Tudo o quê meu deus? Não lembro.

Nenhum comentário:
Postar um comentário