sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O CÃO






Ele estava ali sentado, corpo ereto, orelhas espertas, cauda em riste, olhar atento ao longe desde o horizonte, ali, estático, quieto, sentinela na entrada do prédio. Já estava ali há tempos, e pretendia ficar ainda mais, por quanto fosse necessário. Sim, convicto. Ele ficaria.

Ele não sabia exatamente o que tinha acontecido, nem de rumores. ficou confuso com o movimento, mais cedo. gente andando pra lá e pra cá, gente que nunca tinha visto. um movimento. desorientado, aturdido. não compreendeu palavras. Vou latir. vou pra lá e pra cá. corro. não importava, mas sentiu o cheiro estranho e pôs-se em alerta. depois. ali. parado. ficou.

Ele sabia que a universidade e aquelas pessoas precisavam dele.



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