Fechou os olhinhos miúdos de passarinho, sentiu o solzinho morno esquentar o flanco, eriçou a plumagem um pouco pra sentir o calor entrar nas penas até a pele, meneou, meneou, manejou o vôo, se deixando cair um pouco.
Sentiu o vento manso coçar carinhoso sua barriga, fechou de
novo os olhos e achou que era gostoso e que era feliz e no seu piado interior
de bicho saturado do cotidiano concreto da cidade pensou
como é bom voar por sobre os prédios.
(e ir parando nos beirais)

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