Depois de mais de um mês de peleja com a Dolores, e, por fim, nesta última semana, ela internada em estado gravíssimo, praticamente em coma, fraquinha e miúda, ontem, pela primeira vez em todo esse tempo, apenas ontem, consegui olhar pra ela com tranquilidade, sem lamentar e chorar e, pela primeira vez em todo esse tempo, com muita tranquilidade e o coração muito cheio da ternura que ela sempre me despertou, chamei tranquila por seu nome e disse a ela que partisse, que iriamos ficar bem, que a amávamos muito e não queríamos que ela sofresse mais. Em alguns momentos ela tentou levantar a cabecinha, muito fraquinha e debilitada, e nós a beijamos e agradecemos os 7 anos de convivência feliz.
E, então, essa madrugada, nossa Lolô se foi.
Tenho ouvido das pessoas que elas não querem mais animais porque, em situações como essa, é muito sofrimento perde-los. Sim, de fato, a gente sofre, muito, mas eu posso dizer que foram 7 anos de alegria, afeto e que, muitas vezes, Lolô me salvou da tristeza e da depressão. 7 anos de alegria, afeto e generosidade que me ensinaram muito sobre a vida, sobre as coisas, sobre a natureza, animais, afeto, generosidade, sobre o mundo. Sim, bicho ensina. Pra qualquer pessoa que esteja aberta ao aprendizado generoso e cotidiano da natureza e de suas belezas, é possível aprender com planta, com rio, com mar, com terra, com bichos.
Lolô virou pra sempre ternura e generosidade em mim, no meu coração. <3

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