sábado, 21 de dezembro de 2013

VENENO



Hoje a noite ficou triste, sem sono, sem fala.
Eu tô sem graça, sem graça.
Há tempos ninguém fazia doer meu coração.
Hoje troquei a histeria do riso constante pela honestidade do choro manso.
Quem me vê rir de tudo não desconfia que eu quero alento?
Quem me vê rir de tudo não desconfia o que vai por dentro?
Hoje sou fraca, fraquinha.
Sou um rato. Um rato.
Desgraçado, sujo e magro.

[em março de 2011]

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