[ou sobre o último idílio]
Se é no mar que eu demoro meus sonhos
[porque o amo] [o mar] [eu amo]
O mar só pode ser também teu corpo
E no teu sorriso me ancoro, e gosto
Enquanto do teu sexo bebo o mosto
Olha, vem, olha! Olha esse mar todo!
E olha como o convés é grande!
E onda, e anca, e dança, e balança
E brinca com a minha embriaguez
De mulher tonta. Boba. Frouxa.
E com as linhas curvas do teu corpo
Sob meus olhos embebedados
Pelo vinho dos meus devaneios tolos
Entre peixes cintilantes, aves marinhas, sereias gordas
Os vinhos de barris delirantes, de-li-ran-tes [Rio um pouco]
O mar escuro dos teus olhos gaivotam em voos
Loucos. Muito loucos! Ha ha ha ha
E mais, os polvos, oi?, polvos?, ahhhh!
Em tantos, parecem tantos!, abraços e uma dança...
Teu corpo gostoso, macio, ai, que gostoso!
Que dança doida! Que dança doida!
Que dança doida, mulher, no teu corpo!
Vem, vem, aqui, vem ver em mim, olha esse mundo!
Olha a gente, olha esse barco, esse mar, olha nosso corpo
Cheio de braços, abraços, meu deus, são quantos braços?
Sim, somos polvos! E peixes cintilantes e sereias fofas
Sinto tanto. Que tonta. Que louca! Sinto tanto, muito...
E enquanto você acende um cigarro
Ha Ha Ha Ha Haaaaaa eu gargalho!
E trago esse cheiro de fumaça doce
Meu deus, mais isso! E então eu... eu...
Eu... eu rio. De tudo. E me derramo
Em um mar de revoltos sentidos. E vejo
Como um farol ao longe, é teu riso
Porque tonta, sinto tudo que me é permitido
Esse vinho... Ei, mulher...
Mulher! Ai, esse vinho!
Esse vinho me deixa louca!
É o vinho? Não, não ri de mim mulher
[mas você ri tão gostoso!] [Nossa, que gostoso!]
Você me deixa louca. Toma!, e eu puxo um trago
Do teu cigarrinho louco, que maresia meu corpo
Enquanto você me conta uma história. Me conta outra?
E outra. E outra. E mais uma. E de novo um trago.
E mais vinho. Vinho e cigarro. Olha que doido. Tá rindo?
Você conta histórias de pescadora. Que eu amo.
E te ouço. E tu deita as histórias sobre o convés da minh'alma
E me deixa aqui tonta, dentro do barco do meu sonho.
Vem, mulher, vem que eu te afago, e te navego
E me gasto, e me doo, todinha, fácil, de graça
E me meto inteira nas tuas coxas
E de novo, de novo, de novo, de novo
Danço e me meto nas tuas coxas!
Sinto o cheiro da maresia. Que loucura, que delicia!
E do teu sexo maravilhoso na minha boca.
Um convés inteiro pra nós, mulher, tá vendo?
E, olha, sente o cheiro do mar
No meu peito. Todinho no meu peito
Gigante, meu peito gigante
Não, o mar... gigante... O gosto da tua boca
O mar, mulher, olha esse mar, que lindo!
Todinho, forte, imperioso, urgente
Invadindo a gente. Dentro da gente.
Sereias, peixes, piratas, polvos, todos presentes, histórias
Esse convés imaginário, que me encanta
Tão cheio dos seres cintilantes dos teus contos
Sob álcool e fumaça doce, ancorado no meu peito manso
E meu coração inteiro mareado, ondulante
Da tua presença marítima, psicoativa
E do teu cheiro na minha narina, na minha vida
Quente. Salgado. Na minha memória pra sempre.
Esse mar é muito doido. Tá vendo?
Esse mar é muita coisa dentro da gente.
[Para K. Com rimas frouxas e nenhuma métrica, porque estou bêbada de novo]
Se é no mar que eu demoro meus sonhos
[porque o amo] [o mar] [eu amo]
O mar só pode ser também teu corpo
E no teu sorriso me ancoro, e gosto
Enquanto do teu sexo bebo o mosto
Olha, vem, olha! Olha esse mar todo!
E olha como o convés é grande!
E onda, e anca, e dança, e balança
E brinca com a minha embriaguez
De mulher tonta. Boba. Frouxa.
E com as linhas curvas do teu corpo
Sob meus olhos embebedados
Pelo vinho dos meus devaneios tolos
Entre peixes cintilantes, aves marinhas, sereias gordas
Os vinhos de barris delirantes, de-li-ran-tes [Rio um pouco]
O mar escuro dos teus olhos gaivotam em voos
Loucos. Muito loucos! Ha ha ha ha
E mais, os polvos, oi?, polvos?, ahhhh!
Em tantos, parecem tantos!, abraços e uma dança...
Teu corpo gostoso, macio, ai, que gostoso!
Que dança doida! Que dança doida!
Que dança doida, mulher, no teu corpo!
Vem, vem, aqui, vem ver em mim, olha esse mundo!
Olha a gente, olha esse barco, esse mar, olha nosso corpo
Cheio de braços, abraços, meu deus, são quantos braços?
Sim, somos polvos! E peixes cintilantes e sereias fofas
Sinto tanto. Que tonta. Que louca! Sinto tanto, muito...
E enquanto você acende um cigarro
Ha Ha Ha Ha Haaaaaa eu gargalho!
E trago esse cheiro de fumaça doce
Meu deus, mais isso! E então eu... eu...
Eu... eu rio. De tudo. E me derramo
Em um mar de revoltos sentidos. E vejo
Como um farol ao longe, é teu riso
Porque tonta, sinto tudo que me é permitido
Esse vinho... Ei, mulher...
Mulher! Ai, esse vinho!
Esse vinho me deixa louca!
É o vinho? Não, não ri de mim mulher
[mas você ri tão gostoso!] [Nossa, que gostoso!]
Você me deixa louca. Toma!, e eu puxo um trago
Do teu cigarrinho louco, que maresia meu corpo
Enquanto você me conta uma história. Me conta outra?
E outra. E outra. E mais uma. E de novo um trago.
E mais vinho. Vinho e cigarro. Olha que doido. Tá rindo?
Você conta histórias de pescadora. Que eu amo.
E te ouço. E tu deita as histórias sobre o convés da minh'alma
E me deixa aqui tonta, dentro do barco do meu sonho.
Vem, mulher, vem que eu te afago, e te navego
E me gasto, e me doo, todinha, fácil, de graça
E me meto inteira nas tuas coxas
E de novo, de novo, de novo, de novo
Danço e me meto nas tuas coxas!
Sinto o cheiro da maresia. Que loucura, que delicia!
E do teu sexo maravilhoso na minha boca.
Um convés inteiro pra nós, mulher, tá vendo?
E, olha, sente o cheiro do mar
No meu peito. Todinho no meu peito
Gigante, meu peito gigante
Não, o mar... gigante... O gosto da tua boca
O mar, mulher, olha esse mar, que lindo!
Todinho, forte, imperioso, urgente
Invadindo a gente. Dentro da gente.
Sereias, peixes, piratas, polvos, todos presentes, histórias
Esse convés imaginário, que me encanta
Tão cheio dos seres cintilantes dos teus contos
Sob álcool e fumaça doce, ancorado no meu peito manso
E meu coração inteiro mareado, ondulante
Da tua presença marítima, psicoativa
E do teu cheiro na minha narina, na minha vida
Quente. Salgado. Na minha memória pra sempre.
Esse mar é muito doido. Tá vendo?
Esse mar é muita coisa dentro da gente.
[Para K. Com rimas frouxas e nenhuma métrica, porque estou bêbada de novo]

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