Hoje a noite ficou triste, sem sono, sem fala.
Eu tô sem graça, sem graça.
Há tempos ninguém fazia doer meu coração.
Hoje troquei a histeria do riso constante pela honestidade do choro manso.
Quem me vê rir de tudo não desconfia que eu quero alento?
Quem me vê rir de tudo não desconfia o que vai por dentro?
Hoje sou fraca, fraquinha.
Sou um rato. Um rato.
Desgraçado, sujo e magro.
[em março de 2011]

