Cheiro morno de headphones e pescoço, nas minhas narinas.
Os movimentos tão diacronicamente partilhados do pensamento.
Uma noite tão importante sobre quem eu sou.
Uma noite tão importante sobre quem eu sou.
Essas memórias mereciam outra pessoa.
Uma pessoa que soubesse o que elas significam pra mim.
Agora, elas passeiam órfãs no meu pensamento.
Que triste. Que grande desperdício.
Eu disse que não perderia meu tempo, nem meu afeto, escrevendo nada bonito sobre você. Mas a minha cabeça é traiçoeira, ela trama contra mim. Ela faz as coisas sem o meu consentimento. E as minhas mãos, sem vergonhas, vivem em conluio com ela.
Que raio de gente desobediente é essa que habita em mim? Quem é essa?
Mas a minha desobediência não vai se sobrepor à minha vontade: eu não te dedico. Sim, eu escrevi, não teve jeito, mas, saiba, pois que fique sabendo, que eu não te dedico esse escrito.
E que mulher ingrata que não viu minha poesia no pescoço dela, na noite dela, na diacronia dela. Que tola, me gastando assim, à toa.
Agora, elas passeiam órfãs no meu pensamento.
Que triste. Que grande desperdício.
Eu disse que não perderia meu tempo, nem meu afeto, escrevendo nada bonito sobre você. Mas a minha cabeça é traiçoeira, ela trama contra mim. Ela faz as coisas sem o meu consentimento. E as minhas mãos, sem vergonhas, vivem em conluio com ela.
Que raio de gente desobediente é essa que habita em mim? Quem é essa?
Mas a minha desobediência não vai se sobrepor à minha vontade: eu não te dedico. Sim, eu escrevi, não teve jeito, mas, saiba, pois que fique sabendo, que eu não te dedico esse escrito.
E que mulher ingrata que não viu minha poesia no pescoço dela, na noite dela, na diacronia dela. Que tola, me gastando assim, à toa.
