Eu moro na palavra. Onde se gestam minhas flores e vivem todas as minhas mulheres.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
PARA MARCOS,
COM AMOR.
Depois de uma longa noite de bebedeira, só restamos eu e ele na mesa do bar. Desde o início encantada com a beleza daquela figura, eu pergunto: - Vamos lá pra casa? A gente bebe umas mais e você dorme lá.
- Eu sou gay. Me disse sem muita comoção ou espanto.
- Não. Vou fazer de novo a pergunta - eu sorri - porque eu não te perguntei sobre sua definição de sexualidade, sua resposta não me serve. Vamos lá pra casa comigo? Ainda tenho algumas cervejas na geladeira, a gente bebe, conversa, e você dorme comigo, que tal?
Ele ficou meio atônito, mas depois riu e topou. E esteve na minha casa, ainda, com frequência e alegria, por uns 3 ou 4 meses mais. Até se apaixonar por um rapaz.
E eu, com o coração dolorido - saudade antecipada -, cheio de adeus e paixão sincera, abri a porta de casa pra ele, depois de nossa última conversa, e desejei que fosse muito feliz. Num beijo perturbado e quente, ele me abraçou muito e disse:
- Eu te amo.
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